Newsletter Institucional da Universidade do Algarve

Nº 26 - julho de 2017 | Números anteriores

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Editorial


A internacionalização dos nossos cursos passou a ser, desde a publicação do Estatuto do Estudante Internacional, um desígnio muito importante da instituição. Terminou recentemente o terceiro ano de recrutamento consecutivo naquele contingente e, mais uma vez, registamos um aumento significativo no total de estudantes inscritos em cursos de licenciatura e de mestrado integrado, ao abrigo daquele Estatuto:

 

- No primeiro ano de recrutamento (2015/2016), atingimos as 50 novas inscrições;

- Em 2016/2017, obtivemos 187 novas inscrições;

- Em 2017/2018, inscreveram-se 221 novos estudantes.

 

Paralelamente, tem vindo também a aumentar o total de estudantes internacionais nos cursos de Segundo ciclo (para 2017/2018, 93 estudantes novos), a que acresce o número muito significativo daqueles que frequentarão a Universidade do Algarve ao abrigo dos vários programas de mobilidade (aproximadamente 500). Se adicionarmos a estes números os residentes estrangeiros que realizam a sua formação superior na instituição, estamos a falar de cerca de 1250 estudantes estrangeiros de 82 nacionalidades diferentes, representando 16% da população estudantil.

 

O sucesso da internacionalização da oferta formativa não tem apenas impacto na dimensão financeira e na dinâmica interna da instituição. Creio, aliás, que a consequência mais significativa nem sequer é a mais visível, mas aquela que vai acontecendo subliminarmente: a pouco e pouco, a Universidade do Algarve torna-se mais cosmopolita, com todos os benefícios que advêm dessa fortíssima corrente das cidadanias do mundo que para aqui convergem e através da qual se naturaliza o são convívio na diferença. E esse cosmopolitismo apresenta uma outra caraterística muito importante e especial: está associado a uma população diversificada muito jovem que vive e estuda lado a lado, criando uma (nova e ímpar) riqueza cultural.

 

Gostaria, ainda, de realçar o ambiente de grande paz em que é exercido esse cosmopolitismo académico. Ele prova que as diferenças linguísticas, culturais, políticas, religiosas, etc., não são, como alguns nos querem fazer crer, obstáculos ao entendimento entre povos e comunidades, mas autênticas portas abertas à emergência de novos modos de compreensão mútua entre pessoas que, à partida e aparentemente, teriam sobejos motivos para não se entenderem.

 

De facto, a pujança da internacionalização dos cursos na Universidade do Algarve é um bem com um valor civilizacional incomensurável: ele contraria, através de uma experiência muito positiva, todas as tendências políticas e filosóficas atuais que pretendem promover nas populações, através de discursos populistas ou nacionalistas muito extremados, uma relação com o «outro», o «diferente», o «estrangeiro» baseada no medo e na desconfiança. Ao contrariar essas tendências, a experiência da internacionalização da Universidade do Algarve torna-se um projeto social mais vasto do que o académico, fazendo dela uma referência para a construção de um mundo mais equilibrado e solidário. Um mundo mais humano.


António Branco

Reitor da Universidade do Algarve

 

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