Editorial
Estamos na antecâmara de um novo ano: 2013. O ano que agora termina deixou marcas pouco agradáveis em algumas áreas de funcionamento das universidades. Mas também avançámos em certos domínios com segurança e algum êxito.
Os principais condicionalismos que sofremos incidiram, em primeiro lugar, na diminuição do contingente de alunos que termina o 12º ano e procura a Universidade para prosseguir os seus estudos. As características da demografia portuguesa impuseram uma progressiva diminuição da natalidade, razão pela qual o número de alunos que frequenta o ensino básico e secundário tem progressivamente diminuído. A procura da Universidade por parte desse contingente tem acusado um acentuado decréscimo. As universidades têm procurado equilibrar esse decréscimo com a abertura das suas linhas de formação a novos públicos, nacionais e internacionais.
Em linha com esta tendência, o financiamento público das Universidades está igualmente a reduzir-se. As transferências do Orçamento de Estado para as Universidades públicas decresceram 8,5% em 2012 e anuncia-se um novo corte para 2013. Neste momento não se sabe, com precisão, a dimensão desse novo corte, que deverá atingir, no caso da Universidade do Algarve, cerca de 5%. As Universidades têm tentado equilibrar esse decréscimo através do recurso a receitas próprias provenientes dos projetos de investigação científica, de prestação de serviços e da cobrança de propinas, principalmente de cursos livres e de pós-graduação. A situação de crise que atinge a sociedade portuguesa não permite, contudo, a multiplicação de contratos e o reforço da prestação de serviços, dadas as dificuldades conjunturais que afetam o tecido económico.
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Acontecimentos
aconteceu
UAlg apresentou "Mar Português" no Pavilhão do Conhecimento

"Mar Português" é o título do livro editado pela Universidade do Algarve, que foi lançado no dia 21 de novembro, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa...
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Chef Chakall participou no jantar “Cozinheiro por uma causa”

“Cozinheiro por uma causa” serviu de tema para o jantar de beneficência que se realizou no dia 1 de dezembro...
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UAlg organizou INOVAR ALGARVE

A Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia (CRIA) da Universidade do Algarve organizou, de 5 a 7 de dezembro...
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“Haja luz” de Jorge Calado apresentado na UAlg com a presença do autor

O livro "Haja luz: história da química através de tudo" de Jorge Calado foi apresentado, no dia 12, na Biblioteca da UAlg...
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Universidade do Algarve celebrou 33º aniversário

A Universidade do Algarve comemorou 33 anos, no dia 12 de dezembro, numa cerimónia que se realizou no Grande Auditório do Campus de Gambelas...
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vai acontecer
Colóquio Artes e Ciências em Diálogo organiza exposição de fotografia científica
Nos dias 17 e 18 de janeiro de 2013, a Universidade do Algarve recebe o Colóquio Internacional «Artes e Ciências em Diálogo»...
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Artistas do curso de Artes Visuais inauguram exposição na Galeria TREM
Até ao dia 2 de fevereiro de 2013, a Galeria TREM, em Faro, acolhe a exposição “É perigoso olhar para dentro" dos artistas Bertílio Martins e Nuno Viegas...
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Breves
José Saramago homenageado na UAlg
No âmbito das comemorações do 33º aniversário da Universidade do Algarve, realizou-se, no dia 13, uma aula aberta de Literacia dos Media...
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UALGzine nº6

Encontra-se disponível online o último número da revista institucional da Universidade do Algarve, UALGzine
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Nova página na internet

A Universidade do Algarve dispõe, agora, de uma nova página na internet, concebida e executada com recursos próprios...
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Opinião
Uma das características da Arte, segundo Imannuel Kant, seria a sua inutilidade. Claro que esta ideia, quando retirada do seu contexto, transformou a arte numa espécie de produção excessiva que pode, ou deve, ser cortada da lista das necessidades básicas de um Estado, de um povo, de uma nação. Kant disse ainda que a arte tinha um fim em si mesma. Outra ideia que, expressa de forma ligeira, torna ainda mais desnecessária a presença da arte na sociedade e confina o seu papel ao de figurante de luxo. Ou de cameo, como chamamos no cinema a aparição de uma figura importante apenas para dar o “ar da sua graça”. O filósofo Étienne Souriau, em meados do séc. XX, fez um estudo acurado da presença das artes no PIB francês e demonstrou que a arte, ao contrário do que se costumava dizer, não era sonho, era exatamente o oposto: uma ação produtiva em muitos sentidos.
Este preâmbulo serve para enquadrar a presença duma licenciatura e pós-graduação em Artes Visuais, na Universidade do Algarve. Num momento em que empregabilidade e produtividade são palavras-chave no universo das academias portuguesas, as “inúteis” artes têm provado, ao longo dos anos, que o seu papel é fundamental. A licenciatura em Artes Visuais tem, desde a sua criação, promovido um verdadeiro encontro entre a Universidade e a comunidade. Através da organização anual de exposições dos alunos finalistas, em diversos pontos do Algarve, da organização de eventos que trazem a Faro, artistas, curadores e galeristas, nacionais e internacionais, bem como através de outras exposições coordenadas por docentes do curso, em diversos âmbitos.
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Entrevista
Diretor de Antena da RUA FM em entrevista

A Rádio Universitária do Algarve (RUA FM) celebrou mais um aniversário. Pedro Duarte, diretor de antena, faz um balanço destes dez anos de emissão.
A RUA FM nasceu a 28 de novembro de 2002, no âmbito de uma parceria entre a Associação Académica e a Reitoria da Universidade do Algarve. Como é que surgiu a sua ligação à Rádio?
Desde a altura em que trabalhava na Super FM, onde acontecia o PERU – Projecto Experimental de Rádio Universitária, que fui acompanhando o processo para se conseguir criar a RUA. Após o final desta rádio, por consequência do PERU, continuei em contacto com os mentores do projeto, nomeadamente com Ricardo Laginha. Quando o alvará foi, finalmente, atribuído, em 2002, fui convidado, por ele e pelo Carlos Santos, então presidente da Associação Académica, para diretor de Antena, dando assim continuidade ao que já tinha sido conseguido, concretizando a parte editorial da RUA.
Que balanço faz destes 10 anos de existência?
É positivo. O caminho foi longo e complicado. A rádio teve para deixar de existir por questões financeiras, o número de colaboradores foi variando ao longo deste período. Com o esforço da Reitoria, da Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg) e acima de tudo das pessoas que passaram pela direção da rádio (Pedro Martins, Cláudio Fernandes e João Amaro) e dos seus colaboradores, a RUA conseguiu completar 10 anos e marcar a diferença na região. Acredito que o espírito aberto à comunidade, quer para ingressarem na RUA, quer para promoverem ou darem a conhecer as suas ações, teve um papel importante nessa afirmação.
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